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Princípios do Tantra que vão mudar a sua Vida

Conheça os princípios do Tantra, e saiba de que forma é que esta pode tornar a sua vida mais feliz.

O Tantra é uma filosofia de vida, é uma forma de viver a espiritualidade e de olhar para a vida, sem julgamentos, culpas e conectado com o seu propósito de vida (também chamado de dharma).

Contudo, na nossa sociedade, este é muitas vezes associado a práticas sexuais, o que não é de todo realidade. Mas, então, de onde vem esta confusão?

Os textos originais sobre o Tantra estão escritos na língua ancestral que é o Sânscrito, que poucas pessoas hoje conhecem.

Um dos grandes difusores, para a cultura mainstream, foi Osho, que se focalizou em aspetos mais físicos do que era a filosofia tântrica. E, o resto é história …

A “massagem tântrica” NÃO EXISTE! Ou pelo menos, o que nos tentam vender como a prática do Tantra, no mundo ocidental, não é o Tantra ancestral que nasceu na India e no Nepal.

O que é o Tantra?

O Tantra é uma filosofia, um modo de viver, que nos propõe uma série de rituais e práticas que nos conectam com a nossa força interior e o nosso propósito de vida.

Estas práticas ajudam-nos a encontrar o verdadeiro amor: aquele que está dentro de nós! Sem julgamentos do que é certo ou errado, e sabendo que cada pessoa é um Universo complexo, e por isso não existem regras rígidas que se aplicam a toda a gente.

O Tantra que ensino foi o que os mestres do Nepal me ensinaram, e que o podem ajudar a encontrar a verdadeira felicidade e amor na sua vida.

Princípios do Tantra que precisa de conhecer

Nada é verdadeiramente nosso.

Sempre que passamos por uma experiência desagradável, como a perda do emprego de sonho, ou de um ente querido, perguntamos porque é que a vida nos faz perder as coisas/pessoas que são importantes para nós. Mas a verdade é que a vida nos empresta o que precisamos (e não o que queremos) a cada momento. Ela puxa-nos para evoluirmos e nos tornarmos seres humanos melhores.

A vida não é má, nem nos quer castigar, nem ensinar através da dor e sofrimento. Contudo, ela precisa de nos dar oportunidades para treinarmos algumas qualidades que precisamos de ter para elevarmos a nossa vibração, e consciência sobre o mundo em que vivemos.

É por isso que sempre que algo de bom nos acontece, a seguir acontece algo mau, e vice-versa. A vida é nossa professora, e a nossa maior mestre, se a quisermos ouvir, e entender que sempre que aprendemos uma lição, precisamos de um novo trabalho de casa para trabalhar.

Todos temos um propósito de vida (Dharma)

O nosso propósito de vida é a missão que viemos desempenhar neste planeta. Ele é o motivo pelo qual acordamos todas as manhãs, e o que melhor nos sentimos a fazer. Através do nosso propósito de vida, fica-nos claro o motivo da nossa existência, e a diferença que ela faz na vida das pessoas.

Descobrir e entender o nosso propósito de vida é uma tarefa que exige muita reflexão, e sobretudo, um caminho rumo ao autoconhecimento. Infelizmente, nem todos nós temos as ferramentas necessárias para fazer essa descoberta sozinhos. Mas todos, sem excepção, já temos dentro de nós o que precisamos para colocar esse propósito em prática.

Conhecermos e aceitarmos o nosso propósito dá-nos um plano a longo prazo, para a concretização de coisas que terão um grande impacto nas nossas vidas, na dos outros e no ambiente que nos rodeia.

E claro, de nada nos serve saber qual é o nosso propósito, se não estivermos dispostos a fazer o trabalho necessário para o materializar na nossa vida. Ele é nosso, e feito à nossa medida, mas demanda compromisso e empenho da nossa parte.

Só somos o personagem principal da nossa vida

Desde pequeninos ensinam-nos a cuidar das necessidades dos outros, e que pensarmos em nós é um ato egoísta ou “feio”. Resultado? Temos dificuldades em cuidar de nós, e das nossas necessidades, mas fazemos tudo pelos outros.
Aos outros, damos os bons dias, oferecemos um café, mudamos os nossos planos, e agendas, para o que é mais conveniente para o outro. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para vermos os outros felizes, e somos altruístas o suficiente para perceber o que é que eles precisam, antes que tenham tempo de nos pedir.

E há algum problema nisso? Depende …

A verdade é que, tal como nos ensinam a sermos amáveis com os demais, ensinam-nos que o normal é esperar algo em troca. Se eu for simpático consigo hoje, e lhe fizer um favor, é implícito que no futuro devo esperar a mesma atitude do seu lado.

E até aqui está tudo certo. O problema é quando o outro não cumpre a sua parte …

Vivemos tão agarrados às necessidades dos outros, que esperamos que sejam os outros a cuidar das nossas. E como o outro não está dentro da nossa cabeça, não tem como saber quais são as nossas necessidades, e algo que pode ser muito importante para mim, pode ser completamente irrelevante para o outro. Se eu ficar à espera que o outro corresponda sempre às minhas expectativas, vou acabar frustrado.

Além disso, cuidar dos outros porque esperamos que eles venham a cuidar de nós, não faz sentido nenhum! É como se estivéssemos num dia quente de sol, eu estiver com sede, mas em vez de servir um copo de água para mim, lhe trago um copo a si, esperando que depois vá buscar um para mim.

Nós somos os únicos responsáveis pelas nossas decisões.

Este é dos mais importantes princípios do Tantra. Muitas das vezes, algumas situações saem tão fora da nossa zona de conforto, ou deixam-nos tão assustados, que se torna mais fácil passarmos a responsabilidade da decisão para outra pessoa, por exemplo, pedindo conselhos. Afinal, no fim do dia, se a coisa der para o torto, pode sempre culpar o outro.

E é aqui que a coisa fica complicada. Enquanto eu não perceber que eu tenho o controlo absoluto sobre a minha vida, eu nunca vou conseguir ser feliz. Se por um lado nenhum de nós pode escolher os desafios que a vida lhe coloca, todos nós temos o poder e a responsabilidade de decidir como é que queremos agir.

Quando precisamos constantemente dos conselhos dos outros para saber que direção tomar, estamos a delegar a responsabilidade que temos sobre nós mesmos. Ou seja, este pode ser um sintoma de que não nos sentimos capazes de saber o que é melhor para nós, ou de que não temos coragem de tomar a decisão que sabemos ser certa. Em qualquer das situações, este é sempre um sinal de que estamos desconectados com a nossa essência.

Enquanto não tomarmos a responsabilidade que temos sobre a nossa vida nunca poderemos ir de encontro ao nosso propósito de vida.

A felicidade vem da Autoaceitação

É inegável o poder que a autoaceitação tem na nossa vida. As pessoas que se aceitam tal como são são mais livres e felizes. São também pessoas que vivem sem culpa, e que são gentis consigo próprias.

Uma pessoa que se aceita tal como é sabe que é humana, e isso significa viver dentro das suas possibilidades e limitações. Ela não é, nem espera ser perfeita, sabe que às vezes vai errar, mas que o mais importante é sempre fazer o melhor possível, dentro das condições que tem.

Para além disso, quando aceitamos a pessoa que somos, aprendemos aceitar o outro tal como ele é. Da mesma forma que entendemos os nossos defeitos, passamos a entender os do outro. Tornamo-nos pessoas capazes de perdoar, mais empáticas e também mais pacientes. Aprendemos também a evitar relações e ambientes tóxicos, trocando-os por relações saudáveis e vivências construtivas, sem sermos escravos de padrões comportamentais, físicos ou estéticos que servem para agradar a toda a gente, menos a nós próprios.

Aceitar-se tal como é significa entender que não somos más pessoas só por termos errado. E significa também entender que é na diversidade que somos mais felizes. Imagine o quão aborrecido o mundo seria se todos nós fossemos exatamente iguais!

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