O poder da autoaceitação,  e como se conhecer melhor

O poder da autoaceitação, e como se conhecer melhor

Será que se conhece e aceita tal e qual como é? Neste artigo vamos falar de uma das maiores ferramentas para a felicidade: a autoaceitação.

No mundo em que vivemos, completamente focado nas aparências e nas coisas materiais, comparamos-nos com os outros ou acharmos que deveríamos encaixar nos padrões esperados para nós.

Desde o momento em que nascemos a sociedade, a nossa família e todos os que nos rodeiam, criam expectativas em relação à pessoa que nós deveríamos ser. Contudo, nem sempre o que esperam de nós é a pessoa que nós verdadeiramente somos. E acabamos muitas vezes por nos tentar adaptar a essa imagem que os outros criaram de nós, ficando assim impedidos de sermos o nosso verdadeiro eu.

Ao longo deste artigo vamos perceber o que é a autoaceitação, quais os riscos de não nos aceitarmos tal como somos e como é que pode começar hoje a aceitar a pessoa que é.

Como é a vida com autoaceitação?

É inegável o poder que a autoaceitação tem na nossa vida. As pessoas que se aceitam tal como são são mais livres e felizes. São também pessoas que vivem sem culpa, e que são gentis consigo próprias.

Uma pessoa que se aceita tal como é sabe que é humana, e isso significa viver dentro das suas possibilidades e limitações. Ela não é, nem espera ser perfeita, sabe que às vezes vai errar, mas que o mais importante é sempre fazer o melhor possível, dentro das condições que tem.

Para além disso, quando aceitamos a pessoa que somos, aprendemos aceitar o outro tal como ele é. Da mesma forma que entendemos os nossos defeitos, passamos a entender os do outro. Tornamo-nos pessoas capazes de perdoar, mais empáticas e também mais pacientes. Aprendemos também a evitar relações e ambientes tóxicos, trocando-os por relações saudáveis e vivências construtivas, sem sermos escravos de padrões comportamentais, físicos ou estéticos que servem para agradar a toda a gente, menos a nós próprios.

Aceitar-se tal como é significa entender que não somos más pessoas só por termos errado. E significa também entender que é na diversidade que somos mais felizes. Imagine o quão aborrecido o mundo seria se todos nós fossemos exatamente iguais!

O que acontece quando não aceitamos quem somos?

Quando uma pessoa não se aceita tal como é ela esforça-se constantemente por encaixar nos padrões e expectativas impostas pelos outros. Essa pessoa está permanentemente a recusar a sua essência. E obviamente irmos, desta forma, contra a nossa própria natureza tem repercussões no nosso bem-estar emocional, espiritual e até físico.

Se existe algo que a terapia tântrica, e os ensinamentos do Tantra, nos demonstram é que o mundo não é só preto e branco. Em todas as situações e todas as pessoas existe um lado bom e um lado mais obscuro. Não existe ninguém que seja 100% mau, nem ninguém tão perfeito que nunca erre. E não há nada de mal nisso! Apenas quando abraçamos tudo aquilo que nós somos, mesmo o que não gostamos tanto em nós, é que conseguimos ter uma vida saudável e harmoniosa.

Observe alguns dos comportamentos mais comuns de quem não se aceita:

Constante vitimização ou autoflagelação.

Quem opta por agradar os outros antes de se agradar a si próprio, acaba por se sentir constantemente infeliz. Essa pessoa acaba por sofrer por não conseguir encaixar nas expectativas que os outros têm sobre si, o que a leva a sentir-se uma vítima da sua própria vida, e em caso mais extremos a ser negligente consigo.

Sensação de culpa

Frustrada por não conseguir corresponder, a pessoa que não se aceita sente-se constantemente mal por não conseguir ser o que esperam dela. Então acaba por viver com uma enorme sensação de culpa, como se estivesse a falhar com tudo o que é esperado dela.

Sente-se inadequado

Este é um dos sintomas mais frequentes de quem não se aceita. Habituados a reprimir a sua verdadeira essência, estas pessoas sentem como se a sua forma de estar, e de ser, fosse errada ou imprópria. Em todos os contextos e lugares por onde passa ela sente deslocada como se não encaixasse no ambiente.

Como é que pode praticar a autoaceitação?

O caminho rumo à autoaceitação nem sempre é fácil ou linear. Certamente após tantos anos a tentar encaixar no molde em que não serve, é possível que já nem se lembre de quem é verdadeiramente. Então, é importante entender que autoaceitação é mais um processo, do que um ponto de chegada.

Se quiser começar hoje o seu percurso rumo à autoaceitação, eis algumas orientações que deve seguir:

Ignore as críticas

Por muito desagradáveis que as pessoas à nossa volta possam ser, mais importante do que aquilo que elas nos dizem é aquilo que nós nos permitimos absorver. Deixarmos de lado o negativismo e as críticas que nos são feitas, passa por entender que também quem nos critica é imperfeito, e vítima dos mesmo padrões e expectativas que nos são impostos a nós.

Acredite em si!

Ter confiança na pessoa que é, e em tudo aquilo que veio ao mundo para ser, é a melhor arma contra as críticas e os julgamentos dos outros. Reconheça o seu próprio valor e saiba que não existe neste mundo mais ninguém com os seus talentos e capacidades. Você é uma pessoa incrível e não há nada de errado em o admitir!

Deixe de lado a vaidade e o exibicionismo

Quando nos começamos a aceitar tal como somos, deixamos de precisar da aprovação constante dos outros. E naturalmente a vaidade, o materialismo e a inveja deixam de ter espaço na nossa vida.

Reconhecer o nosso potencial, e permitir-nos viver uma vida de acordo com aquilo que verdadeiramente nos faz feliz, deixa-nos olhar para as opiniões dos outros exatamente como aquilo que elas são: opiniões, que em nada afetam a nossa vida.

Faça terapia

Como já foi dito, o processo para nos aceitarmos tal como somos não é fácil, e por isso contar com a ajuda de profissionais qualificados ajuda-nos a chegar lá mais depressa.

No Instituto Hoya dispomos de um conjunto de terapias e terapeutas especializados que o podem ajudar a caminhar rumo à autoaceitação, e a uma vida mais feliz e plena.

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