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Pare com a autossabotagem!

Descubra se se está a cometer autossabotagem e como quebrar esse ciclo.

Sente que está a viver uma maré de azar? As oportunidades aparecem, e até parece que vão acontecer coisas boas, mas no final o resultado é nada? Quase que chega a parecer que o Universo está a conspirar contra si?

Talvez não seja falta de sorte … Pode ser mesmo que a sua mente o esteja a boicotar!

A autossabotagem é mais comum do que pensamos, e é ela a grande culpada por não conseguirmos atingir os nossos objetivos. Venha perceber se se está a auto sabotar e como é que pode tomar as rédeas da sua vida.

O que é a autossabotagem?

A autossabotagem é um mecanismo inconsciente que ativamos quando temos medo de falhar, ou de não cumprir com as nossas expectativas. E, ao invés de correr o risco de não dar certo, criamos desculpas, barreiras ou obstáculos para não conseguirmos fazer determinada ação.

Sem nos apercebermos, culpamos o ambiente, os outros, ou inventamos outras “prioridades”, só para termos uma justificação para não tomarmos determinada decisão, ou completarmos uma tarefa. Procrastinamos tanto quanto possível, e tudo porque a nossa baixa autoestima, ou perfeccionismo, não nos permitem ver que já temos tudo o que precisamos para sermos bem sucedidos.

Sair deste ciclo não é fácil, porque ele já está tão enraizado na nossa mente, que cria sistemas para se validar a ele próprio. Ou seja, sempre que eu tenho um desafio grande na minha vida, tento sabotar-me para não ser bem sucedido e para depois poder dizer “Eu sabia que não era capaz!”

Mudar só depende de si, e de que escolher entender, de uma vez por todas, que tem controlo e responsabilidade sobre a sua vida, e o que nela acontece.

Algumas formas comuns de autossabotagem

Todos nós criamos estratégias diferentes para nos sabotamos quando temos medo de falhar, contudo algumas das mais conhecidas são:

  • Comparar e medir o seu sucesso com o dos outros.
  • Assumir que é impotente a toda e qualquer circunstância.
  • Projetar negativamente o que as pessoas pensam sobre si
  • Ser excessivamente crítico consigo mesmo e com os outros?
  • Fica a culpar-se indefinidamente por ter errado.
  • Ignorar as suas necessidades pessoais.
  • Imaginar sempre os piores cenários, e esperar o pior.
  • Sentir se vítima da vida.

Muitos nós vamos perpetuando estes comportamentos de autoboicote, sem nos irmos percebendo. Então é importante que esteja alerta e que consiga identificar quais os momentos em que se está a sabotar. Estes são os principais sinais de alerta:

Parece que falta alguma coisa

O principal sinal de alerta é quando adiamos fazer algo, ou tomar uma decisão porque “falta alguma coisa”.
Por exemplo, eu até podia divorciar-me mas preciso de encontrar uma casa primeiro. Ou eu até me podia candidatar àquele emprego, mas não tenho o programa no meu computador que preciso para fazer o currículo.

Embora estes exemplos possam parecer um bocadinho exagerados, a verdade é que quem se está auto sabotar arranja sempre uma desculpa para não conseguir agir. Já quem tem mesmo vontade de seguir em frente encontra sempre uma forma.

Estar sempre à procura de validação

Uma pessoa que se auto sabota, é uma pessoa insegura e por isso está constantemente à procura que os outros a validem. Parece que cada conquista não tem valor nenhum, se os outros não a valorizarem também.

Contudo sabemos que as opiniões dos outros nem sempre são as melhores, ou as mais corretas. Por isso depender das opiniões dos outros pode contaminar ainda mais a sua autoestima.

Procrastinar tarefas importantes

Racionalmente é fácil perceber que se eu não fizer as tarefas que tenho por fazer, eu não vou conseguir alcançar os meus objetivos. Porém quando eu vivo constantemente com medo de falhar, eu vou procrastinar todas as tarefas que me levariam ao sucesso.

Acreditar que não merece as suas conquistas

Um grande amigo da autossabotagem é a síndrome do Impostor. A síndrome do Impostor é quando mesmo tendo todas as qualificações para fazer determinada coisa, a pessoa acredita que não tem capacidade ou conhecimento suficiente para o fazer.

Racionalmente eu até sei que estudei, e sei que estou preparado para desempenhar determinada função, mas no meu inconsciente eu tenho medo irracional que os outros descubram que eu sou uma farsa.