A Origem Inesperada dos vícios

A Origem Inesperada dos vícios

Aqui no Instituto Hoya, as pessoas perguntam-me frequentemente de onde vêm os vícios, aos olhos do Tantra.

Muitas pessoas acreditam que os vícios são puramente o resultado de más escolhas ou falhas morais. Não alterar os hábitos, ou não se libertar dos vícios, é muitas vezes visto como preguiça, ou falta de vontade. Embora estes possam ser fatores que contribuem para a situação, em alguns casos, não são o único motivo pelos quais os vícios surgem. A verdade é que o vício surge de uma mistura complexa de fatores ambientais e biológicos.

Estudos demonstraram que os vícios são causados por uma combinação de factores genéticos e ambientais. Contudo, embora o vício possa ser influenciado pela biologia e experiências passadas, depende em última análise das escolhas de cada um de nós.

Como começam os vícios?

Os vícios assumem muitas formas diferentes, mas qual é a sua causa principal? Será um desequilíbrio químico no cérebro? Um gatilho ambiental externo? Uma falta de realização pessoal?

A filosofia do Tantra acredita que o vício é uma demonstração de quanto o seu Eu está distante de si, ou seja, do quão desconectado está da sua essência. Tudo se pode tornar um vício, até mesmo a meditação ou a espiritualidade. Por isso, a origem do vício não está no que vicia, mas no estado físico, emocional e espiritual do “viciado”.

O vício começa com a busca do prazer, e a prevenção da dor. As substâncias e atividades viciantes proporcionam alívio a curto prazo do stress e outros problemas, mas ao longo do tempo criam ainda mais dificuldades. Eventualmente, as pessoas sobre o efeito do vício, perdem o controlo sobre a sua droga, ou comportamento, e não conseguem deixar de se comportar de determinada forma, mesmo quando o desejam.

A dependência e a autoestima são dois tópicos entrelaçados que são frequentemente mal compreendidos. O vício é muitas vezes visto como uma falha moral, enquanto que a autoestima é vista como uma medida de mérito. Na realidade, o vício e a baixa autoestima são ambos mecanismos utilizados para lidar com questões emocionais.

O Tantra e os Vícios

Todos nós somos “viciados” na nossa zona de conforto viciante. É a realidade que já conhecemos e a que nos faz sentir confortável. Até podemos não gostar dela, mas é a que nos é familiar, e por isso, é mais fácil.

Mas, como com qualquer outra coisa na vida, se quisermos crescer e melhorar, precisamos de sair da nossa zona de conforto. Precisamos experimentar coisas novas, correr riscos, e enfrentar os nossos medos. O mesmo se aplica ao vício. Se queremos melhorar, precisamos de nos aventurar fora da nossa zona de conforto. Isto pode significar tentar um novo tratamento, adotar novas técnicas e criar novos hábitos.

Muitas pessoas sabem que, para serem bem sucedidas, precisam mudar alguns dos seus hábitos. No entanto, muitas vezes é mais fácil dizer do que fazer. As pessoas têm muitas vezes dificuldade em quebrar os seus velhos hábitos e substituí-los por novos e melhores hábitos. Ao não mudar os seus hábitos, está a pôr-se em risco a si próprio e também a pôr os outros em risco.

Há algumas coisas fundamentais a lembrar quando se tenta mudar os seus hábitos. Primeiro, é importante fazer um plano e estabelecer objectivos realistas. Segundo, é preciso ter paciência e manter-se fiel a ele, mesmo quando é difícil. E finalmente, é importante celebrar as suas realizações ao longo do caminho.

Como obter ajuda para o vício?

Os vícios, ou hábitos prejudiciais, são um problema complexo, e por isso poderá precisar de ajuda profissional. Contudo, o tantra pode ser uma ferramenta útil no tratamento dos vícios, por promover a autoaceitação, autoestima e a conexão com o seu Eu e o seu propósito de vida.

O vício pode manifestar-se de muitas maneiras, e pode ser difícil saber como lidar com ele. Se você, ou alguém que conhece, estiver a debater-se com um vício, recomendamos que marque a sua sessão o mais cedo possível. O tantra pode ajudar as pessoas a ultrapassar os seus vícios e a aprender a viver uma vida mais saudável.